0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

A SIDA é, neste momento, considerada crónica, com terapêuticas muito eficazes e poucos efeitos adversos. A ONU SIDA tenta implementar as metas de 90-90-90, ate 2030, ou seja conseguir até essa data que, em todo o mundo, a população se enquadre neste cenário :

  • 90% das pessoas diagnosticadas
  • 90% das pessoas em tratamento
  • 90% das pessoas com carga viral suprimida

Aparentemente e, pelo que acima referimos, tudo faria pensar que o VIH/Sida não é já uma “dor de cabeça” para os responsáveis pelo setor da saúde nem para os cidadãos em geral mas, segundo parece, não é bem assim.

A Geraçao Z, ou seja os jovens nascidos entre final da década de 1990 e 2010, está a negligenciar a prevenção – onde o uso do preservativo continua a ser a base – e, por isso, a ser infectada diariamente e tudo indica que o facto de se estar perante uma doença crónica, que sendo diagnosticada a tempo pode ser tratada e controlada, acaba por ser um dos motivos para que a prevençao seja “esquecida”.

De acordo com o relatório de 2017 sobre as infeções por VIH/Sida do Instituto Ricardo Jorge, mais de seis em cada 10 casos de VIH diagnosticados em pessoas entre os 15 eos 29 anos em Portugal ocorre em homens que têm sexo com outros homens.

O vírus da imunodeficiência humana (VIH) é uma infeção que, se for identificada e tratada a tempo, não chegará a evoluir para a síndrome da imunodeficiência adquirida (sida), mas segundo um inquérito realizado pelo jornal Expresso a mil pessoas residentes nas cinco regiões do continente português, ficámos a saber que um em cada dois inquiridos nunca fez o teste do VIH e que dois em três não controlam se estão ou não infetados.

O preservativo continua a ser a melhor prevenção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis

Também a UNICEF está preocupada com o número de novas infeções na população, em termos mundiais, até aos 19 anos, e deixa bem claro que cerca de 360 mil adolescentes vão morrer de SIDA ou de doenças relacionadas até 2030 – o que signica 76 mortes por dia – se não houver progresso na investigaçao, prevençao e tratamento.

“O relatório deixa claro que o mundo está errado quando se trata de acabar com a SIDA nas crianças e adolescentes até 2030”, disse a diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore.

“Os programas para tratar o vírus e prevenir sua disseminação entre outras crianças estão longe do que deveriam ser”, acrescentou a responsável. Cerca de 700 adolescentes entre 10 e 19 anos são infetados todos os dias com o vírus da SIDA (Vírus da Imunodeficiência Humana – VIH).

Fontes: UNICEF; ONUSIDA; Expresso; DGS