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Sabe qual é o curso mais popular na Universidade de Harvard? Medicina, Direito, Gestão? Nada disso. Todos os anos, milhares de alunos querem assistir às aulas de Tal Ben-Sahar, o professor que ensina Felicidade. Especialista em Psicologia Positiva, Tal Ben-Sahar define esta corrente da psicologia como a “Ciência da Felicidade” e defende que esta pode ser aprendida tal como qualquer outra disciplina ou competência.
“Quando a pessoa aprende a viver no hoje e no amanhã ao mesmo tempo, aprende a equilibrar as necessidades pessoais imediatas e as metas de longo prazo. Desta forma, aprende a viver de uma forma nunca antes experimentada”, explica Tal Ben- Shahar.
Segundo o especialista, os principais inimigos da felicidade são a ansiedade em relação ao futuro e a incapacidade para observar o presente. Tal Ben-Shahar ensina uma série de técnicas e reflexões que visam conciliar interiormente os dois tempos que habitamos: o hoje e o amanhã.
E o dinheiro? O sucesso? Segundo o professor, não são verdadeiras fontes de felicidade. Tal Ben-Shahar chama-lhe “faíscas de alegria”. Para o professor, a felicidade está noutro lugar, está no tempo que passamos com pessoas que são importantes para nós, como amigos e familiares.
Tal Ben-Shahar não é único especialista de Harvard a defender esta perspetiva.
Daniel Gilbert, professor e investigador da reputada Universidade, e autor do livro “Tropeçar na Felicidade”, afirma que não somos felizes porque as nossas premissas sobre o que nos faz felizes estão frequentemente erradas.
Mais uma vez, tem que ver com a forma como projetamos o futuro, como observamos e o que vemos no presente. Por exemplo, conseguir ou não um aumento, encontrar ou não um parceiro amoroso, ganhar ou perder um prémio, tem menos impacto, intensidade ou duração do que as pessoas projetam. Porquê? Porque felicidade pode ser interpretada. Temos a capacidade de alterar a forma como vemos o mundo, e sentirmo-nos melhor ou pior perante determinada situação. Daniel Gilbert chama-lhe
“sistema imunitário psicológico”.
E a felicidade pode ser constante? Tal Ben-Shahar reconhece que não. “A primeira lição que ensino na minha aula, é sobre a importância de nos permitirmos ser humanos. Isso significa viver emoções dolorosas, como raiva, tristeza e deceção.
Temos dificuldade de aceitar que todos sentimos essas emoções. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade”.

Passos para treinar a felicidade:

1 – Perdoe os seus fracassos. Mais: festeje-os! É impossível tentar viver sem
emoções negativas, já que são tão naturais quanto a alegria e o bem-estar.
2 – Não tome as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas, grandes ou
pequenas.
3 – Pratique desporto. Basta praticar caminhar em passo rápido por 30 minutos
diários, para que o cérebro liberte substâncias que nos fazem sentir “drogados” de
felicidade.
4 – Simplifique, no lazer e no trabalho. Identifique o que é verdadeiramente
importante e foque-se nisso. Quem tenta fazer demais acaba por realizar.
5 – Aprenda a meditar. A prática de exercícios de meditação ajuda a enfrentar os
reveses da vida e superar as dificuldades com mais força interior.
6 – Seja resiliente. Cultive a perceção do fracasso como “oportunidade” e a recuperar
das situações adversas mais fortalecido e com mais recursos.

Fontes:
http://doloresbordignon.com.br/ser-feliz-e-algo-ser-aprendido-ensina-professor-de- harvard/
https://rotasaude.lusiadas.pt/a-ciencia-da-felicidade-existe/
https://gilbert.socialpsychology.org/