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Já todos ouviram falar de Alzheimer, uma demência que se pode definir como uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas e que diminui as capacidades de ação, interferindo no comportamento. Regra geral, a pessoa começa por perder a memória
mais recente. Pode lembrar de acontecimentos passados há vários anos mas não lembra que acabou de almoçar há poucas horas.

A doença de Alzheimer chega devagar e silenciosamente, deixando sinais de eu algo não está bem. 
É  um desafio para muitas famílias, quer pelo peso devastador que tem
quer pelas dificuldades em lidar com as mudanças de personalidade. Muitas vezes os sintomas relativos à patologia são confundidos com sinais de envelhecimento e, daí, a dificuldade no diagnóstico rápido.
Dados internacionais revelam que no mundo existem 47,5 milhões de pessoas com demência, prevendo-se que em 2050 esse número ronde os 135.5 milhões. Cerca de 50% desses casos dizem respeito a pessoas com Alzheimer.

Em Portugal, e de acordo com dados da Alzheimer Europe – 2014, existem cerca de 200 mil pessoas com demência. Destas, 70 % tem Alzheimer.
Estudos científicos publicados na revista científica “The Lancet” dizem que é possível evitar um em cada três casos de demência, se forem controlados os fatores de risco como a obesidade, a diabetes, a hipertensão e se for promovida a atividade física e fomentado o contacto social.
Desde 2012 que se assinala, em Setembro, o Mês da Doença de Alzheimer sendo a 21 o dia mundial . Neste mês, muitas iniciativas tentam sensibilizar a comunidade para a importância dos sinais de alerta; do diagnóstico atempado; da criação e implementação do Plano Nacional para as Demências, do Estatuto do Cuidador,e da Comunidade Amiga das Pessoas com Demência

Sinais de alerta

  • Dificuldades de memória frequentes, especialmente de acontecimentos recentes;
  • Discurso vago durante as conversações;
  • Perda de entusiasmo na realização de atividades, anteriormente apreciadas;
  • Demorar mais tempo na realização de atividades de rotina;
  • Esquecer-se de pessoas ou lugares conhecidos;
  • Incapacidade para compreender questões e instruções;
  • Deterioração de competências sociais;
  • Imprevisibilidade emocional.
Aloysius Alzheimer viveu entre 1864 e 1915

Quem foi Alzheimer?
Aloysius Alzheimer foi um célebre psiquiatra alemão conhecido por ter sido o primeiro autor a reconhecer como entidade patognomônica distinta a doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome Alzheimer. Estávamos em 1907. Este psiquiatra trabalhou igualmente com Emil Kraepelin, autor da primeira classificação moderna dos vários tipos de doença psicótica

Fontes : Alzheimer Portugal; Alzheimer Europe