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De acordo com a OMS, metade de todos os fármacos comprados através da Internet não passam nos mais simples testes que determinam a existência dos princípios activos, e os perigos inerentes a esta situação podem levar a situações complicadas de saúde e mesmo à morte.
Em Portugal, nos últimos sete anos, as autoridades conseguiram travar a entrada de mais de dois milhões de medicamentos ilegais no País e, segundo a Imprensa nacional, desde o inicio deste ano o INFARMED alertou para a existência de 10 medicamentos ilegais, com substancias proibidas e sem autorização de comercialização no País.
A situação não é nova mas não deixa por isso de ser muito grave. Já em 2006, a Comissão Europeia anunciava que agentes alfandegários tinham interceptado nas fronteiras da EU, 2,7 milhões de medicamentos falsificados – um aumento de 384% relativamente ao ano anterior.
A indústria da contrafação de medicamentos trabalha de forma idêntica à imitação de malas de marca. É feita uma imitação razoável do produto, manufacturam as imitações em grandes quantidades e trabalham com economias de escala. A internet é um dos instrumentos preferidos para a respectiva venda, mas há outros.
Robert Bate, autor de “Making a Killing: The Deadly Implications of the Counterfeit Drugs Trade” e professor no American Enterprise Institute, escrevia em 2008 na revista Foreign Policy , num artigo sobre “O Mundo Fatal dos Medicamentos Falsificados”, que “ durante grande parte da década passada, os fármacos da moda — para a disfunção eréctil, analgésicos e contra a ansiedade, como o Valium — foram os
medicamentos mais adulterados, particularmente nos países ricos. Mas, nos últimos anos, os especialistas da contrafacção enveredaram pela farmacologia do engano, pondo em risco muitas vidas ao manipularem medicamentos para o cancro, o HIV/SIDA e graves doenças do coração. Cerca de 1 milhão de pessoas morrem anualmente” em consequência destes produtos.
Actualmente, em Portugal, entre os produtos mais comprados estão os analgésicos, bem como fármacos para tratar a disfunção eréctil, ou para emagrecer. Mas os medicamentos para a tuberculose e o cancro também são procurados.
Os alertas do INFARMED e da DECO têm estado com assiduidade nas paginas dos jornais e na imprensa, em geral, salientando que é importante saber pesquisar e escolher onde comprar através da Internet.
Além disso, a rede de farmácias nacional é considerada uma das melhores do mundo, onde existem farmacêuticos que conhecem realmente os medicamentos que devem e podem ser consumidos e que aconselham todos os cidadãos sobre a decisão a tomar, face a determinada opção clínica.


Em Portugal, entre os produtos mais comprados pela internet estão os analgésicos, bem como fármacos para tratar a disfunção eréctil, ou para emagrecer.

É que comprar “gato por lebre” quando o assunto é a nossa Saúde não pode ser uma opção. Opte pelo que é legitimo e está certificado: adquira os medicamentos de que necessita na sua farmácia e com acompanhamento de um profissional de saúde-o seu farmacêutico!

Fontes : Correio da Manha; Infarmed; Foreign Policy