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A partir do momento em que a mulher sabe que está grávida a relação com o seu corpo muda. Há um ser que se está a desenvolver no seu interior, a sua fisionomia altera-se, o seu estado emocional também.

As vivências que o casal tem ao longo da gestação também mudam. Até porque agora passam de dois para três.

A mulher pode sentir-se desconfortável porque a sua imagem alterou, porque se sente mais como mãe do que como mulher. Porém pode acontecer o contrário: sentir-se mais atraente e mais feminina.

É importante desmistificar alguns assuntos que podem interferir no desejo sexual, especialmente o do homem. A actividade sexual durante a gravidez não faz mal ao bebé nem o magoa.

O casal deve sempre esclarecer as suas dúvidas junto do seu médico assistente. Existem casos em que, devido a ameaças de aborto ou de parto pré-termo, infecções urinárias ou perdas de sangue, o casal é aconselhado a não ter relações sexuais.

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Procurando passar esta fase da vida como um momento único, é importante que tanto a mulher como o homem se adaptem e procurem o mais cómodo e confortável para os dois falando abertamente  sobre esta nova etapa.

Os carinhos, mimos, palavras de conforto e de expressão de amor são formas de aumentar a proximidade do casal e a auto-estima da mulher.

Muitos casais têm relações sexuais até à véspera do parto. No entanto, num estudo realizado pelo Hospital de Santa Maria em 2010, verificou que é no primeiro trimestre de gravidez que as relações são mais frequentes, sendo menos no último. No final da gravidez o volume do útero pode causar desconforto daí que a mulher esteja mais reticente em ter relações sexuais.

Ainda neste estudo, as inquiridas – 188 mulheres – referiram que a satisfação sexual manteve-se inalterada (48,4%) durante os nove meses de gestação.

Artigo escrito por Vera Torégão S. Costa Santos – Farmacêutica.

Créditos de imagem Pixabay

Bibliografia consultada: Pauleta JR, Pereira NM, and Graça LM. Sexuality during pregnancy. J Sex Med 2010;7:136–142.